A CASA CAIU! – Por Thays Gimenes

Textos para Reflexão – Leia: Mateus 7:24-27 / Lucas 6:47-49

 Provavelmente, você já ouviu a expressão “a casa caiu”.

Pessoas usam este termo para se referir a problemas, situações inesperadas, algo que é descoberto ou algo que trará um grande prejuízo. Resumindo, sempre que a “casa cai”, estamos falando de alguma situação difícil de lidar.

Constantemente, passamos por situações como o desemprego, uma traição, uma situação difícil no casamento, problemas entre pais e filhos, uma doença, uma conta que não se esperava, ou um segredo embaraçoso que é revelado, trazendo vergonha e constrangimento.

Às vezes, uma “casa que cai” é uma boa oportunidade para recomeçar ou ter uma vida diferente, pensar de forma diferente.

Pense por um instante: A “casa” da sua vida já caiu alguma vez? Como foi esta experiência?

Se a casa da sua vida caiu e você ainda se encontra em ruínas, juntos, nós vamos aprender a reconstruí-la. O primeiro passo para uma boa reconstrução é identificar o motivo da queda: onde estão as fragilidades da sua vida?

Jesus disse: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia.Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda”. Mateus 7:24-27

Jesus disse isso porque há certas “casas” que possuem uma aparência bonita e vistosa, mas que não estão firmes, a ponto de caírem a qualquer movimento brusco.

Jesus usou este exemplo para comparar a vida de duas pessoas que ouviram seus ensinamentos. Ou seja, ambas tiveram a mesma oportunidade de ouvir. Ambas tiveram acesso à Palavra da Verdade – porém, apenas uma delas, de fato, alicerçou a sua vida sobre a Verdade.

O primeiro homem, ao iniciar a construção, decidiu seguir a orientação de um engenheiro, escavando a rocha e lá firmando seu alicerce. Fazer isso, certamente, foi mais trabalhoso, mas este homem pensava no seu futuro e de sua família, olhava além do momento e sabia que seu esforço seria compensado.

Enquanto isso, o outro homem iniciou a construção sem planejamento, sobre a areia da praia, sem se preocupar com o terreno. É claro que a vista para o mar era excelente e escavar a areia é muito mais fácil do que escavar a rocha. Logo, o segundo homem parecia estar em vantagem sobre o homem prudente.

Sem muito trabalho, construiu sua casa. Não estava preocupado com terreno, família e nem futuro, queria um lugar bonito com boa aparência e que fosse percebido por outros, mas sua construção estava firmada só na aparência.

Jesus dá o exemplo de dois ouvintes (o prudente e o insensato) para que ninguém possa alegar não ter conhecimento. Construir segundo o padrão do “Engenheiro” (Jesus) é uma escolha que todos podem fazer, mas cada escolha tem uma consequência.

Enquanto o homem da praia parecia estar em vantagem, curtindo o verão e o sol à beira mar, o outro ainda esta trabalhando arduamente para escavar a rocha e levantar sua casa.

Mas vem o tempo e, com ele, a temporada de tempestades. Ambos os homens serão atingidos por ela, mas quem resistirá?

Como no famoso conto dos “três porquinhos”, o primeiro porquinho havia construído sua casa com palha, o segundo havia construído sua casa com madeira, enquanto o terceiro havia construído sua casa com o tijolo e cimento.

Na história, duas casas NÃO foram construídas com um bom alicerce.

♦ A 1ª casa era feita de palha: costumo dizer que esse porquinho era muito apressado, do tipo que gosta resolver as coisas de imediato. É aquele que vai à Igreja, mas está apenas de “corpo presente” – ou seja, não aprende nada, vive de aparências.

Essa casa foi a primeira a ser derrubada pelo “Lobo Mau” – e, diga-se de passagem, foi molezinha. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” 1 Pedro 5:8

 ♦A 2ª casa era feita de madeira: um revestimento melhor, mas também sem alicerce. É aquele que até tenta esperar o que Deus tem separado pra Ele. Porém, como as coisas não acontecem tão rápido como ele gostaria, ele rapidamente desiste e faz aquilo que lhe vem à mente.

Esse “porquinho” também vai à Igreja, ouve a palavra e entende tudo, e até fica contente. Porém, quando sai da Igreja, se esquece de tudo. Não finca raízes (alicerce). E ai o que acontece? O “Lobo Mau” vem e, com um pouco mais de esforço, põe a casa do segundo porquinho ao chão.

 ♦ A 3ª casa, porém, era feita de tijolos: esse porquinho foi o mais prudente. Demorou um pouco mais para construir sua casa, não teve moleza, cavou muito, abriu profunda vala, lançou o alicerce sobre a rocha. Quando começou a levantar as paredes de tijolos, ficou um pouco desanimado porque era muito trabalho. Mas logo imaginou como seria seu doce lar e voltou a se esforçar. Não foi fácil, carregou pedra, peneirou areia, suportou sol e chuva, amarrou ferro, carregou saco de cimento, esfolou as mãos virando massa.

A construção foi demorada e necessitou de dedicação, investimento e trabalho, muito trabalho. Algumas vezes ele precisou abrir mão de coisas que ele julgava ser importantes para se dedicar à obra. Houve momentos que ele teve vontade de desistir, mas ele não podia parar de sonhar com sua casa pronta. Ah! Sem contar as piadinhas de mau gosto que seus irmãos porquinhos faziam enquanto ele se esforçava. Eram piadas que o faziam desanimar.

Será que o esforço, a dedicação e a prudência desse porquinho valeram à pena?

 Com certeza valeram, porque o Lobo Mau soprou, soprou, soprou e não conseguiu por a sua casa ao chão. “Quando os meus inimigos contigo se defrontam, tropeçam e são destruídos.” Salmos 9:3

Esses porquinhos simbolizam VOCÊ E EU. Lutamos para nos estabelecermos na vida enquanto aguardamos o cumprimento das promessas de Deus. Mas enquanto lutamos para viver neste mundo, para sobreviver, devemos tomar muito cuidado com o “lobo voraz” (Satanás), que, a todo tempo, tenta destruir nossas casas espirituais. Ele tenta constantemente destruir nossa intimidade com Deus, devorar nossas vidas com pensamentos que nos trazem angústia e dúvida. Se estamos fracos, tomamos aquilo para nossas vidas, e acreditamos nas mentiras do inimigo como se fossem verdade.

Mas como podemos saber se estamos construindo a casa das nossas vidas na areia ou na rocha?

Construímos nossas vidas na areia quando:

– Priorizamos coisas externas (casa, dinheiro, status, roupas novas, beleza);

– Seguimos nosso próprio EU (egoísmo);

– Resolvemos TUDO sozinhos;

– Seguimos os prazeres e desejos da carne;

– Nos entregamos às murmurações;

– Olhamos com o olhar humano (carnal), e não com a sabedoria de Deus,

– Não temos um coração perdoador;

– Fazemos “intriguinhas”;

– Mentimos, usamos máscaras, fingindo ser quem não somos. Enganamos pessoas com sorrisos amarelos.

Construímos nossas vidas na rocha quando:

– Priorizamos as coisas de Deus – quando cuidamos do Reino Dele, é Ele quem se encarrega de cuidar das nossas vidas;

– Somos obedientes;

– Colocamos Deus como centro de tudo e no controle de toda e qualquer situação;

– Nos permitimos ser guiados pelo Espírito Santo;

– Agimos com a sabedoria que vem de Deus;

– Somos honestos, valorizamos e demonstramos gratidão às pessoas;

– Vivemos na paz que Cristo nos dá (perdoamos);

– Sermos revestidos com a armadura de Deus, com o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade, a espada do Espírito, e nossos pés estão calçados com a mensagem do Evangelho.

O fato é que, assim como as duas casas podem permanecer de pé por algum tempo, sem que ninguém possa desconfiar da instabilidade de seu fundamento – UM DIA, A CASA CAI.

Assim também com nossas vidas. Podemos parecer “crentes”, conhecer a Bíblia, falar como “crentes” e todos dizerem o mesmo de nós, mas as provações, perdas, traições mostrarão qual é o verdadeiro fundamento das nossas vidas.

A sua verdade interior será exposta e todos conhecerão quem é você de verdade.

Em Mateus 7: 21, Jesus alerta “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor“ é, verdadeiramente, discípulo, pois nem todos praticam, de fato, a vontade de Deus. Estes serão esquecidos, por não terem vivido na verdade. O alicerce seguro de nossas vidas é a obediência à Palavra de Deus.

Construir a vida sobre algo sólido é o caminho mais difícil, mas é o que garante estabilidade e certeza de um futuro bom.

O fundamento frágil pode ser mais fácil, pode proporcionar uma glória momentânea, mas assim como a casa que não proporcionou proteção na hora mais importante, também aquele que não pratica aquilo no que diz crer ficará desprotegido.

Amigos, sua casa (coração) está sendo construída em qual fundamento? “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento.” Oséias 4:6

 Quero lembrar que uma vida firmada na rocha não lhe trará necessariamente muitas riquezas, fama ou imunidade aos problemas. Mesmo a casa mais firme sofre com a ação do tempo e precisa de reparos. A garantia, na verdade, é de que ela permanecerá de pé, apesar das dificuldades. Esta “casa” poderá desfrutar da paz produzida pela certeza de que as tempestades não a derrubarão.

Faça uma análise sincera da sua vida e veja sobre que fundamento você a tem construído. Se não é sobre a rocha, corra antes que a casa caia, e substitua a areia por rocha. A passagem diz que “grande foi a ruína daquela casa”, mas Deus é aquele que pode lhe dar um alicerce inabalável.

CONCLUSÃO

Em Mateus 7: 24-27, diz: “Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha…”

♦ Se o seu coração ou relacionamento está em ruínas, é hora de reconstruir!

♦ Se o seu emprego virou destroço, é hora de reconstruir!

♦ Se sua família parece desabar, é hora de reconstruir!

♦ Se amizades viraram escombros, é hora de reconstruí-las!

♦ Se sua intimidade com Deus virou cinzas, é hora de reconstruir!

Qualquer que seja a casa que está prestes a cair em sua vida, reflita sobre o que está faltando, e comece a reconstruir. Abandone o seu orgulho, e comece do zero, pois ainda não é tarde.

Toda casa que cai dá lugar a uma casa nova. Isso pode ser maravilhoso, quando a nova casa é construída sob um novo e verdadeiro alicerce.

 Reconstrua sua casa alicerçada na rocha, que é Jesus. Volte à casa do Pai, porque, lá, as chuvas (circunstâncias difíceis) poderão vir. Ela pode até tremer, mas não cairá jamais!

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