SEXO E SANTIFICAÇÃO

I Tessalonicenses 4: 1 – 8

“Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade”.

Vivemos em uma era dominada pelo sexo. O sexo é usado para comprar e vender de tudo. Basta darmos uma olhada nas propagandas da televisão, nas vitrines e na internet.

O que se propaga na mídia é uma cultura sexual livre e aberta para todo e qualquer tipo de experiência sexual. Afinal, somos pessoas livres e temos que ter uma “mente aberta”.

A única coisa que a mídia não nos diz é sobre as consequências maléficas do sexo pelo sexo – o sexo sem compromisso – e sobre os danos físicos, psicológicos e emocionais causados pela prática do chamado “sexo casual”.

Infelizmente, a “igreja” não tem causado um impacto significativo na forma como a nossa sociedade vê o sexo. Por isso, muitos na própria igreja têm se amoldado aos padrões deste mundo.

Antes mesmo de falar a respeito deste texto, devemos esclarecer que não queremos fazer nenhum discurso moralista e hipócrita sobre a moral e os bons costumes.

Queremos, sim, chamar a atenção da Igreja do Senhor Jesus para um viver santo e um modo de vida mais elevado do que o que este mundo tem pregado.

Queremos instruir a Igreja acerca de como viver a fim de agradar a Deus. Se é isto o que você deseja também, recomendamos que você ore a Deus pedindo para que o Espírito Santo lhe dê toda a compreensão necessária a respeito desse assunto tão importante em nossas vidas.

O motivo pelo qual Paulo escreve esta carta à Igreja em Tessalônica é porque ele vê que situação daquela cidade grego-romana era de total depravação sexual.

Claudio foi um dos poucos imperadores romanos que não era homossexual, porém, era traído por sua mulher, que frequentava prostíbulos.

Calígula vivia uma relação incestuosa com sua irmã e Nero não poupou nem mesmo sua própria mãe, a qual, depois, ele assassinou.

Demóstenes, na Grécia afirmou: “Os gregos têm prostitutas para o prazer; concubinas para as necessidades diárias e esposas para procriar filhos”.

Existiam na Grécia templos com sacerdotisas chamadas de prostitutas sagradas. Elas ofereciam sacrifícios ao deus Eros, o deus do sexo.

Como podemos perceber os tempos não mudaram tanto como se imagina. O que a mídia tem propagado é apenas uma volta a uma sociedade sem pudor e sem referências morais.

Como era possível ser cristão em uma sociedade tão caótica como aquela? Da mesma forma, como NÓS podemos viver uma vida santa em nossa sociedade atual, que tem uma visão tão distorcida sobre o sexo?

      É justamente uma sociedade como a nossa que precisa ouvir a mensagem de Paulo sobre a importância da santidade, pois esta é a vontade de Deus para as nossas vidas.

Creio que, primeiramente, devemos saber o significado de santificação ou santidade: Ser santo é ser separado. Significa, literalmente, o processo pelo qual se separa algo ou alguém para um uso ou um propósito.

Santificação é o processo de aperfeiçoamento gradual do cristão em que ele se aproxima do caráter de Deus e afasta-se do pecado.

O Cristão é uma pessoa separada por Deus para viver para Ele, e longe do pecado.

Infelizmente temos uma visão católica/medieval distorcida sobre ser “santo”. Imaginamos o “santo” como alguém acima de fraquezas e tentações, “beatificado”, e que vive em mosteiros isolados do mundo.

Porém, a santidade não vem de nós – é um dom de Deus. Qualquer tentativa de dominar os nossos impulsos sexuais apenas pelo esforço estará sempre fadada ao fracasso. É de Deus que nos vem o poder para submeter os desejos da nossa carne à Sua vontade. Por isso, o cristão não deve nutrir nenhum senso de superioridade moral sobre as demais pessoas . Devemos entender que todos estamos sujeitos às mesmas fraquezas e tentações – mas nós, cristãos, prevalecemos pelo poder de Deus.

Nesta mensagem queremos falar mais precisamente a respeito da santificação e da pureza sexual, que é o que o texto de Paulo na carta aos Tessalonicenses aborda.

Deixamos claro também que a Biblia não se opõe ao sexo. Sexo é invenção de Deus. Ele nos fez com os nossos desejos sexuais, porém devemos saber usar o nosso próprio corpo, não para a promiscuidade e desejos lascivos, mas sim, para amar.

Devemos nos abster da imoralidade sexual e saber controlar o próprio corpo.

Hoje, manter um relacionamento fora do casamento pode ser coisa comum entre os pagãos, mas para nós cristãos, isto é pecado – e a vontade de Deus é que não vivamos em pecado.

Deus criou o sexo para termos prazer com nosso cônjuge. Quando Deus falou para o homem não cometer adultério, Ele sabia que este pecado iria trazer sérias consequencias aos relacionamentos, às famílias, aos negócios e, até mesmo, à própria Igreja.

Deus sabia que teríamos sérias consequencias físicas, psicológias e espirituais.

Deus criou o homem e o ama profundamente. E por causa deste amor, Ele não desejaria que passassemos por todos os sofrimentos e marcas trazidos pelo adultério.

O adultério deixa marcas profundas em quem o praticou, em quem foi vítima de uma traição, e na pessoa com quem foi praticado o ato de adultério.

Deus nos conhece intimamente e sabe exatamente como podemos nos ferir e Ele quer nos poupar de sofrimentos jamais imaginados.

Cabe ao cristão saber controlar o seu corpo.

      Não podemos ser dominados pela paixão de desejos desenfreados.

      Deus nos criou com impulsos e desejos sexuais. Faz parte da natureza humana se relacionar sexualmente com outra pessoa.

Porém esta forma de relacionamento deve ser de uma maneira saudável e praticada entre marido e mulher. Deve existir uma aliança, um laço de amor e compromisso para que haja prazer, alegria e cumplicidade. E esta aliança é o casamento.

O que vemos hoje é uma forma desenfreada de relacionamentos. Pessoas se entregam a todas as paixões e desejos impulsionados pela natureza carnal.

Hoje meninos e meninas em tenra idade já experimentaram e se entregaram a estes desejos. Mal sabem o que vão colher para si mesmos e de que forma se tornarão prisioneiros de um estado mental danoso.

      Vejo jovens se envolvendo prematuramente em uma vida sexual ativa e não se preservando mais para o casamento.

Visitando alguns dos encontros do Celebrando a recuperação – um ministério que se dedica à cura espiritual de irmãos feridos por traumas de todo gênero – fiquei surpreso ao ver quantas pessoas estão feridas na alma e tentando se recuperar dos seus traumas emocionais relacionados ao sexo.

Alguns foram molestados na infância, outros são viciados em sexo, outros, ainda, se inclinaram para a homosexualidade e há, ainda, outros presos à pornografia.

Maridos e esposas tantando se recuperar dos traumas causados pelo adultério e pelo divórcio.

Talvez você não se sinta tão ferido quando pratica o sexo de uma forma banal. Mas, certamente, você estará ferindo o seu parceiro e O Senhor nos faz uma exortação:

“Ninguém prejudique o seu irmão e nem dele se aproveite” (6).

Você pode alegar: “O corpo é meu e faço com ele o que bem desejo”.

Porém, nosso corpo, na verdade, não nos pertence, mas sim, pertence a Deus. Nós, cristãos, somos templos do Espírito Santo de Deus.

É como se vivessemos em uma casa alugada. Existem direitos e deveres e regras a serem cumpridos. Devemos entregar a casa da mesma maneira que a recebemos quando entramos.

O cristão deve resistir aos desejos desenfreados da carne e viver uma vida que agrada a Deus.

Quem rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus. (8).

Amados, somos santificados pela palavra de Deus e creio que esta é a palavra de Deus para nós no dia que se chama hoje.

Então não devemos endurecer o coração, mas sim, nos arrependermos, pedirmos perdão a Deus, confessar a Ele os nossos pecados.

Se não rejeitarmos a voz do Espírito Santo, Ele, certamente, removerá as marcas, as cicatrizes, as feridas emocionais e nos levará a viver uma vida de santidade.

Que o Espírito Santo de Deus nos ajude a vivermos dessa forma, porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.

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Sobre Comunidade Moriah

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