UM DEUS CONVENIENTE

peneira

Juízes 17: 1 – 13

A visão toda do livro de Juízes é de um povo deixado a viver por conta própria. “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo” (6).

O texto mostra a história de um homem chamado Mica que havia roubado moedas de prata de sua mãe e ao ouvir as maldições que ela rogou contra o ladrão, Mica confessou o crime que cometeu e devolveu o dinheiro.

Mica nos parece um homem vazio, sem caráter que devolveu o dinheiro não porque estava arrependido, mas porque ouviu a mãe rogar maldições.

Por outro lado a mãe tenta reverter à maldição abençoando o filho, lhe dando agora as moedas para que ele fizesse um deus para ele, para que Mica fosse abençoado e não amaldiçoado.

Esta é a mãe que vive em nossa época: Ela é rápida em perdoar o filho e querer restauração dele.

Notem que ela não quer saber se houve arrependimento, se o coração dele foi quebrantado, se houve reconciliação… Isto foi desencorajado na vida de Mica.

Mica não foi desafiado a examinar o coração e qual foi o verdadeiro motivo de ele ter roubado o dinheiro e enganado sua mãe.

Notamos que naquela casa não existe verdade… O filho finge que não está acontecendo nada e a mãe finge que não vê.

“Pais críticos e punidores prejudicam os filhos, mas pais condescendentes fazem o mesmo”.

Notamos pelo texto que aquela era a típica família altamente religiosa… Quando o dinheiro foi devolvido, ela consagra as moedas ao Senhor… Uma parte e revertida a se fazer uma imagem de escultura… Um ídolo… Um deus.

Aquela família ignorou completamente o mandamento que Deus tinha dado: “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem…”. Ex. 20: 4.

Por que devemos levar isto muito a sério inclusive nos dias de hoje?

Por que fabricando imagens sempre teremos uma visão distorcida Deus… Acabamos fabricando uma imagem de um deus que nos seja agradável aos olhos e ao coração.

Acabamos moldando um deus que nos que nos seja conveniente… Desta forma não deixamos Deus ser Deus por Ele mesmo em nossa vida.

Fabricamos a imagem um deus falso, pois o deus verdadeiro nosso coração não consegue aceitar. E este é o maior pecado em nossa época.

Veja como continuamos a ser fabricante de deuses:

Quantas vezes você já não ouviu falar a seguinte frase: “Eu não acredito num Deus assim… Pra mim, Deus é…?”.

Isto é fabricar deus por nossas próprias mãos. Segundo nossos próprios pensamentos e não o Deus da bíblia.

De que forma fabricamos deuses convenientes?

Por meio da rejeição intelectual ou de apenas uma parte das escrituras.

Quando fazemos a seguinte declaração: “Não dá mais para aceitar um Deus que faz isso… Ou que proíbe aquilo…”.

O que se esconde por trás de tais pensamentos é o chamado manto do progresso… Da cultura… Da modernidade… De ser contemporâneo.

Isto é o que a família de Mica estava fazendo… Um deus que se encaixe… Que se amolde ao nosso pensamento… Que se amoldem as sensibilidades em nossa sociedade evoluída.

Deus é quem deve remodelar e transformar a nossa vida e não nós remodelarmos Deus para que Ele se ajuste a nós.

De que forma fabricamos um deus conveniente?

Ignorando ou evitando psicologicamente as revelações de Deus das quais não gostamos.

Exemplos: Quando Deus fala a respeito do perdão… E insistimos em não perdoar… Amparar os órfãos e as viúvas e fazemos de conta que eles não existem em nosso meio.

Outro exemplo: Deus não está brincando quando fala que devemos partilhar nosso dinheiro… Mas o gastamos de forma desenfreada com nós mesmos.

Fazendo isto, vamos se tornando cada vez mais duros de coração e a palavra de Deus não está em nós.

Subjetivando todos os padrões morais. = tendência para considerar e avaliar as coisas de um ponto de vista meramente pessoal.

Exemplo: Um casal de namorados cristãos acha que podem ter relação sexual um com o outro, embora não sejam casados.

Afinal de conta não acham que é errado, pois oraram e “sentiram paz no coração” a respeito disso. (irrelevante).

Hoje alguns cristãos não veem nada de mais em ter ou manter relacionamentos homoafetivos, pois Deus é amor. (Existem igrejas inclusivas somente para pessoas assim).

Ou seja, construímos um deus conveniente segundo nossos próprios padrões morais e não segundo o que a bíblia ensina.

É justamente isto que Mica e sua família estavam fazendo. Obedeciam a Deus até certo ponto e distorciam o resto das escrituras a seu bel prazer.

Por que tudo isso é muito danoso e perigoso?

Quando ignoramos intelectualmente ou psicologicamente os aspectos de Deus dos quais não gostamos, criamos um deus segundo nossa própria imagem ou semelhança.

Perdemos a sensibilidade do relacionamento com um Deus verdadeiro, de um Deus que nos confronte… Um Deus que quer transformar o nosso ser, o nosso caráter e a nossa maneira de viver.

Queremos um deus que se amolde aos nossos padrões, que jamais tenhamos que lutar com Ele e que Ele jamais nos faça exigências de mudança de vida.

Podemos acabar adorando um Deus que não existe.

Queremos um deus conveniente, um deus que se sujeite as nossas vontades, que aprove nossas condutas e que não interfira em nossas vontades.

Ou seja, um deus que se amolde a nós e que nos abençoe em nossas mazelas e não um Deus que nos transforme.

Lamento te informar, mas este deus que te agrada não existe. Você é que está tentando fabricá-lo.

Mica tentou fabricar um deus que lhe seja conveniente, constrói santuários e agora erra novamente tentando contratar um levita (pastor) que fale apenas o que ele quer ouvir.

Isto é o que acontece quando cada um faz o que lhe parece certo, o que quer.

Notem algo importante: Não existe rejeição a Deus, aliás, o que não falta nesta história é atividade religiosa.

Porém, é uma religião que não tem nada a ver com Deus, com sua verdade e sua vontade…

Tem a ver apenas consigo mesmo, com meus conceitos e minhas preferências. Um deus o qual conseguimos manipular conforme desejamos que ele seja.

Está e a maior tragédia deste século. Precisamos de um Deus maior do que este forjado pela mente humana.

Precisamos voltar os nossos olhos, nossa mente e nosso coração àquele que digno de toda a honra, toda a glória e todo o louvor.

Precisamos nos voltar ao Deus vivo e verdadeiro, aquele que nos deu Jesus para morrer em nosso lugar e enviou o Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

Precisamos nos arrepender para remissão dos nossos pecados e sermos renovados na fé, transformados pela graça do Senhor em nossas vidas.

Precisamos de um Deus que possa controlar as nossas vidas e não de um deus que a gente possa controlá-lo.

Precisamos mais de Deus… E menos de nós mesmos.

Que o nosso coração possa ser quebrantado pela presença gloriosa de Deus agindo em nós, para que sejamos aquilo que ele deseja.

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Sobre Comunidade Moriah

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