O DEUS QUE PRECISAMOS CONHECER (parte I)

Por Edgar Bacchini
Atos 17: 16 – 34

Desde os tempos antigos até os dias de hoje existe uma busca constante em se conhecer Deus. Os homens de uma maneira ou de outra, da forma correta ou errada tem tentado buscar Deus.

Existe dentro do homem uma cultura de formação por deuses e percebemos isto na cidade de Atenas, na Grécia antiga e até os nossos dias uma cultura deísta.

Àquela cidade estava infestada de deuses. Tinha deus para toda e qualquer situação, pois eles desejavam um deus que lhes coubessem no pensamento e na razão.

Eles desejavam um deus que pudessem servi-lo, fazer sacrifícios para ele e ao mesmo tempo este deus abençoaria tudo o que eles fizessem.

Então existia uma troca de favores: “Eu adoro esse deus e ele me abençoa”.

Eles precisavam de um deus que lhes servissem

Se precisarem de chuva, adoravam o deus da chuva. Se precisarem de sol, adoravam o deus do sol. Se precisarem de fertilidade, adoravam o deus da fertilidade. Se precisarem de dinheiro, adoravam o deus do dinheiro.

Se o problema era amor, então se oferecia sacrifício ao deus do amor. Se o problema era com a pesca, oferecia sacrifício ao deus do mar.

Existia um “tipo de deus” para cada caso. E esses deuses eram vingativos. Se as oferendas não fossem boas o suficiente, eles puniam seus adoradores.
Os nossos dias não estão muito diferentes: “Queremos um deus que nos sirva que se mova em nosso favor e principalmente que se amolde àquilo que precisamos e a nossa maneira de pensar”.

Paulo anda por toda aquela cidade e fica profundamente indignado ao perceber que as pessoas estavam procurando deuses para si mesmo.

Ainda hoje existe esta inversão de valores: Queremos um deus que se converta a nós e não nós a ele.

É a partir destes altares a deuses estranhos que Paulo começa a falar a respeito do único Deus vivo e verdadeiro.

Ele fala a respeito do Deus desconhecido e era justamente este Deus que eles precisavam conhecer.

Mas não é apenas a idolatria que Paulo teria que combater, Ele teria que enfrentar os pensamentos dos filósofos atenienses.

Sim, a cidade de Atenas era uma mistura de idolatria, superstição religiosa e filosofia.

Creio que este é justamente o maior problema das grandes metrópoles como a cidade de São Paulo.

Este foi um dos problemas que o Nelsinho nos expôs domingo passado em sua mensagem: Não é a toa que o texto lido nos mostra o apóstolo em Atenas, uma “metrópole” da época, berço da filosofia e do pensamento livre, lugar de muita idolatria, religiosidade e deuses para todos os gostos. Neste ambiente, em meio a um povo de histórias e crenças totalmente diferentes, Paulo decide permanecer, movido por amor, a fim de compartilhar as boas novas de Jesus.

Amados, este é o grande desafio da igreja nos dias de hoje: Pregar a mensagem da cruz para todos os homens independente de sua cultura religiosa ou pensamento filosófico.
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Paulo não foge e não evita o confronto de ideias, pelo contrário ele anuncia aquilo que ele crê. (Ele não relativiza, mas confronta as ideias).

Paulo se mistura com o povo nas praças, conversa com os intelectuais. Ele cita os pensadores e poetas gregos. Ele fala a linguagem deles.

Paulo não os critica, pois quando é levado ao Areópago para apresentar suas ideias, ele as diz com absoluta sensibilidade: (Não usa de intolerância religiosa).

“Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois andando pela cidade observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”. (23).

Vivemos em meio a uma cultura pluralista e uma diversidade religiosa, mas a grande pergunta é: Qual deus você conhece? Para qual você adora?

Será que conhecemos ao único Deus vivo e verdadeiro ou estamos prestando culto a um ídolo ou a uma imagem ou ainda a um pensamento filosófico?

O que é um ídolo?

Um ídolo é um substituto de Deus. É qualquer pessoa ou coisa que ocupe o lugar de Deus.

Um ídolo pode ser: Sua carreira, a fama, a riqueza, o poder, o sexo, a comida, o álcool, as drogas.

Um ídolo ainda pode ser: A religião, a igreja, a esposa ou os filhos, o lazer ou a cultura ou os pensamentos filosóficos.

Um ídolo pode ser um deus de madeira, gesso ou pedra feito por mãos humanas.

A grande pergunta é:
Qual desses deuses tem ocupado o lugar do verdadeiro Deus em nosso coração?

Se alguma dessas coisas tem a primazia em seu coração, você precisa conhecer o Deus desconhecido.

Vejamos quais eram os pensamentos filosóficos que ocupavam o coração dos atenienses:

Os epicureus: Eles Vivian a vida para o prazer.

Gostavam de viver uma vida de paz, amor e satisfação e para isto praticavam o bem.

Tentavam descartar os sentimentos ruins tais como: A raiva, a inveja, o ódio, o medo, pois se livrando destes temores viveriam melhor.

Qual era então o lema dos epicureus: “Você precisa ser feliz”.

O que importa é a sua felicidade, é fazer tudo aquilo que lhe dá prazer.

Estamos vivendo exatamente esta cultura em nossos dias.

A busca pelo prazer desenfreado = Afinal qualquer forma de amor vale a pena.

“O importante é o amor” e se eles se amam pode ser um homem amar outro homem, uma mulher amar outra mulher e até mesmo o sexo com animais tá liberado.

O importante é: Se você se sente bem praticando estas coisas que mal tem?

Vivemos em uma sociedade intelectualizada. Precisamos adquirir conhecimento visitar museus, ir a shows, teatro, cinema.

Precisamos viajar conhecer lugares e culturas distantes, pois isto nos dará prazer.

Precisamos um corpo escultural, o melhor sorriso, o melhor cabelo, afinal isto nos fará felizes.

Ledo engano de uma cultura emergente… Como disse o profeta Oséias: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento”.

Um povo que conhece o Deus vivo e verdadeiro deixa todas estas coisas para traz e agora corre para o alvo que é Cristo e este crucificado.

“Não mais eu, mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo, vivo pela fé”.

Características do estoicismo

a) Virtude é o único bem e caminho para a felicidade;
b) Indivíduo deve negar os sentimentos externos;
c) O prazer é um inimigo do homem sábio;
d) Universo governado por uma razão universal natural;
e) Valorização da apatia (indiferença à dor e ao prazer).
f) Eram panteístas. Deus é a soma de tudo em um universo cósmico. (Não aceitavam a ideia de um Deus pessoal que se relacionava com a criação).
g) Viviam na inércia, ao deus dará.
Para os estoicos não existia esperança, não adiantava sonhar com mudanças e que eles tinham que cumprir seus destinos (Afinal este era o seu karma).
Para eles não adianta orar, clamar, chorar e lamentar.
Existem muitos estoicos em nosso meio hoje.
Gente que já aceitou a situação de desgraça, gente que perdeu o ânimo de lutar. Gente que acha que a vida não tem mais jeito.
Existe um conformismo doentio. Pessoas sepultando seus sonhos de um casamento feliz, gente sofrida e machucada vivendo sem esperanças e vivendo estoicamente.
Paulo então olha para toda aquela confusão de ideias, de pensamentos filosóficos e religiosos e lhes ensina a respeito do Deus que eles adoravam, mas que eles não O conheciam.

A solução para toda aquela confusão de ideias é o conhecimento de Deus.

Conhecer o único e verdadeiro Deus que pode todas as coisas. O Deus que muda circunstâncias, que faz dos desertos mananciais. O Deus que faz jorrar água da pedra.

Conhecer o Deus que transforma pessoas, que regenera corações, que liberta os aflitos e encarcerados de coração.

Conhecer o Deus que dá vista aos cegos, que sopra a vida onde exala o cheiro da morte.

Conhecer o Deus que derrama paz, onde existe guerra e que põe um novo cântico em nossos lábios.

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor dos céus e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas.

Ele é um Deus de relacionamento íntimo e pessoal, que se fez carne e habitou entre nós.

Aquele povo adorava um deus abstrato, impessoal e criado por suas próprias mãos ou criado em seus pensamentos.

Qual deus você adora hoje? Quem sabe você ainda está adorando um deus desconhecido e precisa conhecer o Deus verdadeiro.

Precisamos conhecer o Deus criador, e não o deus criado. O Deus que se revela ao homem e que manifesta a sua glória sobre toda a terra.

Precisamos conhecer o Deus que não necessita dos nossos sacrifícios, pois Ele mesmo dá a vida, o fôlego e as demais coisas.

Precisamos conhecer O Deus que não está longe de nós, pois é justamente através Dele vivemos nos movemos e existimos.

Ele é O Deus que se deixa conhecer.lendo_biblia

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Sobre Comunidade Moriah

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