A VERDADE SOBRE A RESSURREIÇÃO

A Verdade Sobre a Ressurreição

“Se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1ª Coríntios 15:13)

A forte declaração acima, extraída da Primeira Carta aos Coríntios, dá uma idéia da importância que a ressurreição possuía na mente do apóstolo Paulo: a ponto de afirmar que a fé em Cristo não fazia o menor sentido sem a ressurreição.

Isto pode parecer a coisa mais óbvia para qualquer cristão hoje em dia. Mas por alguma razão, não parecia tão óbvio assim para os membros da recém “inaugurada” Igreja de Corinto.

Tanto, que Paulo gastou um bocado de pergaminho e tinta para convencer aquele povo a respeito da importância da ressurreição. Todo o Capítulo 15 de 1ª Coríntios trata desse tema.

Mas quem, na verdade, eram os coríntios?  A resposta a essa pergunta pode nos ajudar a entender qual era o problema deles com a ressurreição, e a razão de Paulo estar tão preocupado…

Quem eram os Coríntios?

Corinto foi uma das mais importantes cidades da Grécia antiga. Neste ambiente é que surgiram grandes filósofos da humanidade, como Platão por exemplo.

Platão criou um tipo de filosofia que separava o que físico (isto é, a “matéria”) do “espiritual”.

O mundo “espiritual” era, assim, um lugar distante, inalcançável pelo homem.  É daí que vem a expressão “amor platônico” – isto é, um amor distante, longe da realidade.

Corpo x Espírito

Influenciados por Platão, havia, dentre os Coríntios, um grupo que fazia uma separação muito exagerada entre corpo e espírito.

Alguns dentre eles tratavam o próprio corpo com muito rigor, negando-se todo tipo de prazer. Rejeitavam certos tipos de alimento e também praticavam o celibato (isto é, não se casavam). 1 Timóteo 4:5

Outros achavam que só o cuidado com o “espírito” importava. Assim, se viam no direito de praticar as maiores imoralidades com o corpo. É por isso que Corinto estava cheia de lugares como casas de prostituição. O “lema” deles era: “Hoje vamos comer e beber, porque amanhã morreremos”. 1 Coríntios 15:32

De uma forma ou de outra, eles viam o corpo humano uma coisa “suja” e “inferior”.

Isso nos ajuda a entender porque a idéia da ressurreição (isso é, o espírito retornando ao corpo após a morte) parecia uma completa confusão para os coríntios.

Também nos ajuda a imaginar o tamanho da dor de cabeça que Paulo teve com eles…

A Natureza Testemunha sobre a Ressurreição

Paulo tinha um desafio enorme com os coríntios: como convencer sobre ressurreição uma gente que sequer acreditava na Bíblia?

Paulo, então, mostrou que a própria natureza testemunha sobre a existência da ressurreição. Uma semente, para que possa germinar e se tornar uma planta, tem de primeiro “morrer” – isto é, deixar de ser semente. 1 Coríntios 15:35-38

A própria natureza “morre” durante o inverno, para que possa “renascer” depois, na primavera.

Por várias vezes, a Palavra de Deus usara a simbologia da natureza antes.

O dia em que os israelitas foram libertos do Egito, após mais de duzentos anos de escravidão, foi designado pelo próprio Deus como o primeiro dia do primeiro mês do calendário. E este mês foi chamado Aviv, que – não por acaso – quer dizer primavera.  Êxodo 12:1 e 34:18/ Deuteronômio 16:1-8

Após um longo e tenebroso inverno, o povo ressurgia das cinzas, para a liberdade e para a Vida. Todos os anos, quando eles vissem a natureza renascer na primavera, então lembrariam seus filhos da fidelidade de Deus, e do seu próprio “renascimento”.

“Eu Sou a Ressurreição e a Vida” João 11:25

Todas essas coisas eram prenúncios da ressurreição do próprio Jesus, que morreu para que pudesse ressurgir depois, em glória e majestade.

O plano de Deus não é, nem nunca foi, depreciar o corpo humano – que é uma criação divina- mas sim transformá-lo, fazendo dele um verdadeiro Templo para a Sua Glória.

1 Coríntios 6:19

Não uma separação radical entre o “corpo” e o “espírito”, mas uma perfeita harmonia entre ambos.

O Mundo Precisa de Ressurreição?

Os muitos problemas dos coríntios nos mostram que, num mundo que rejeitava a ressurreição, as pessoas caíram em dois extremos, ambos doentios:

De um lado, a degradação completa do corpo.

Do outro, uma exaltação exagerada do corpo e dos prazeres da carne.

Será que o mundo em que vivemos hoje estaria tão distante destes dois extremos?

Fascínio pela Morte

A forma como muitas pessoas têm vivido, em especial os jovens, nos fazem perceber que a mesma relação doentia com o corpo ainda existe em nossos dias.

Mortes como a da cantora Amy Winehouse, que faleceu na semana passada – aos vinte e sete anos – sequer chegam a ser inesperadas. Elas vêm como verdadeiras tragédias anunciadas, mesmo procuradas, por uma geração que faz ironia até mesmo diante da morte. Sempre rindo dos limites do próprio corpo.

Uma geração que aprendeu a tratar a vida como um brinquedo descartável, sem nenhuma importância ou santidade (afinal, não há Deus, nem eternidade para se preocupar).

Não seria o total estado de incredulidade das pessoas a raiz de tamanho tratamento indigno com o corpo?

Ressurreição Hoje

A ressurreição é uma realidade, e não serve para ser “entendida”, mas, sim, para ser vivida diariamente.

Para que possamos experimentar da Vida de Deus, temos que – dia a dia – fazer morrer algumas paixões da nossa carne. Gálatas 5:16

Talvez você tenha vivido um longo inverno até aqui, mas hoje é chegada a “primavera”, o dia do renascimento.

Porque Ele ressuscitou e foi glorificado, nós também podemos ter esta esperança!

 1 Coríntios 15:56

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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