SEGUINDO O EXEMPLO DE BARNABÉ – Pr. Edgard Bacchini

Texto para reflexão: Leia Atos 4: 36 e 37

No post anterior, vimos quem era Barnabé. Que seu nome era, originalmente, José e que “Barnabé” se tornou um tipo de apelido, devido ao tipo de pessoa que ele era, sempre pronta para encorajar a todos.

Vimos também que Barnabé era uma pessoa boa, cheia do Espírito Santo e de fé, e que, assim como Barnabé, devemos buscar ser este mesmo tipo pessoa.

Vimos também que, sempre que a Igreja precisasse de alguém, podiam contar com Barnabé, afinal de contas, onde quer que o Espírito de Deus o enviasse, ele sempre ia.

Hoje, vamos falar a respeito de seguirmos o exemplo de vida de Barnabé. Afinal se queremos ser usados por Deus em qualquer hora ou em qualquer lugar, Barnabé é “o cara” a ser imitado.

BARNABÉ: EXEMPLO DE DESPRENDIMENTO

Barnabé é chamado de “filho da exortação”, “filho da consolação” e “filho do encorajamento”.

Ele era natural de Chipre, uma ilha do mediterrâneo, lugar muito valorizado.

O texto então diz; “vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos”.

Ninguém pode impor aos seguidores de Jesus a obrigação de vender suas propriedades e ofertar à Igreja. Se uma Igreja coloca tal peso sobre seus fiéis, comete um grave abuso e está fora da Palavra de Deus.

Mas o que queremos destacar aqui é a liberalidade e despreendimento de Barnabé. (Propensão para dar, generosidade).

“A pessoa que realmente ajuda os outros a se integrar na vida da Igreja não é uma pessoa egoísta, nem com os seus bens financeiros, nem com o seu tempo, nem com sua folga,  com seu final de semana ou com suas férias”.

Ser um Barnabé é ser uma pessoa desprendida, que abre mão do seu próprio conforto para ajudar outros.

Pensem bem em quantas vezes você fez um churrasco em sua casa ou se reuniu com sua família. Quantas vezes você teve oportunidades para chamar alguém da Igreja que esteja meio deslocado, para poder integrar melhor esta pessoa em nosso meio?

No ano passado, quantas vezes vocês se reuniram fora das atividades normais dos grupos, para fazer um lanche ou um passeio juntos?

Estamos falando de coisas simples, de sair apenas um pouco da nossa “zona de conforto”, para poder ser mais enriquecidos com a graça e a comunhão dos irmãos.

Barnabé era uma pessoa abnegada. Devemos negar o nosso “eu” para alcançar outras pessoas.

Barnabé vendeu um campo, pegou o dinheiro e entregou aos pés dos apóstolos.

Temos que estar prontos para renunciar até mesmo aquilo que, por direito, é nosso, e estar dispostos a investir pesado no reino de Deus.

Barnabé tinha todo o direito de fazer o que queria com aquele dinheiro, era dele, mas preferiu aplicar na obra de Deus.

P que estamos falando aqui?

É que você tem todo o direito sobre o “seu tempo”, mas que, às vezes, é necessário abrir mão dele para ajudar a obra de Deus. Para ajudar alguém a ser integrado na vida da Igreja e no Reino dos Céus.

Do mesmo modo, você tem todo o direito sobre a sua casa, mas ela pode ser a extensão do Reino, para alcançar outras pessoas.

Você tem todo o direito sobre o teu carro, mas ele pode ser usado de forma mais solidária, para levar pessoas onde elas precisarem.

Você tem todo o direito de usufruir de todo o conforto que adquiriu, mas os seus bens podem ser usados para ganhar vidas para Jesus.

Você tem todo o direito sobre o seu dinheiro, onde investir, onde aplicar ou sobre as contas que tem que pagar, ou sobre suas dívidas, mas ele também pode ser usado para a obra de Deus.

O exemplo de Barnabé não é de uma pessoa que investiu apenas um “campo” no Reino de Deus, mas o de uma pessoas que, na verdade, investiu toda a sua vida para alcançar outras pessoas para Cristo.

Com que qualidade você tem investido na obra de Deus?

E – a pergunta mais importante – de que forma você tem feito isso? Com alegria e singeleza de coração, ou com pesar?

Você alguma vez já orou ao Senhor para saber o que deveria renunciar para que outras pessoas fossem alcançadas?

Quantas vezes você já não falou para o Senhor: “usa-me Senhor”, mas acaba não abrindo mão de nada para ser realmente usado por Deus?

Vejamos algumas atitudes simples de Barnabé para integrar uma pessoa na Igreja.

Leia atos 9: 26 e 27.

Saulo, que mais tarde foi chamado de Paulo, era um novo convertido. Porém, antes de sua conversão, era um rigoroso perseguidor da Igreja, tendo sido cúmplice,  inclusive, do apedrejamento e  morte de Estevão.

Ele se converteu na cidade de Damasco, e, na Igreja mãe em Jerusalém, ficaram sabendo de sua conversão. Todos ficaram com muito medo, pois pensavam que era uma estratégia sua para matar os cristãos.

Alguns discípulos poderiam estar guardando rancor de Saulo, afinal, ele tinha sido seu pior inimigo. Imagine os comentários deles: “Se Saulo aparecer por aqui eu arranco as orelhas dele”. Outro diz, “eu o faço pagar por tudo o que fez”.

Um dia, entra na Igreja o novo convertido Saulo. Cumprimenta os irmãos com a paz do Senhor. Mas logo começam os rumores: “Quem ele pensa que é?”

Imaginem que a Igreja não queria acolher Saulo. Estavam com medo, inseguros. Acolher ele era como aceitar a raposa dentro do galinheiro.

Este texto deixa claro que Saulo estava procurando se integrar na vida da igreja, porém,  não estava conseguindo essa integração. E esta não era qualquer Igreja, mas a Igreja-mãe, formada por homens que haviam visto a Jesus face a face.

Da mesma forma, muitas pessoas estão querendo Jesus, mas elas não estão conseguindo vencer algumas barreiras, e nós não podemos nos tornar obstáculos para elas.

Pessoas estão cheias de pecados, estão lutando para vencê-los. Por que você acha que elas vão à igreja? Porque elas querem ajuda! E nós não podemos, jamais, rejeitá-las.

Ninguém queria acreditar na conversão de Saulo, mas Barnabé acreditou!

Precisamos de Barnabés em cada casa, em cada grupo, em cada departamento da Igreja e precisamos de muitos Barnabés dentro da igreja.

Vejam o texto: “Então Barnabé o levou aos apóstolos e lhes contou o seu testemunho”.

Creio que antes de Saulo chegar a Jerusalém, ele deve ter se encontrado com Barnabé e lhe contado como tudo tinha acontecido.

Falou a respeito da visão na estrada de Damasco, que ficara cego e que Ananias havia orado por ele, e que ele voltara a ver, e que, agora, se tornara servo do Senhor Jesus Cristo.

Barnabé viu em Saulo o que ninguém havia visto.

Amados, temos que voltar a acreditar na possibilidade de conversão de qualquer pessoa, seja ela um ateu, perseguidor da Igreja, viciado em drogas ou álcool, um homossexual,  uma prostituta, um morador de rua ou cada  pessoa simples que – por um motivo ou outro – se sinta afastada, separada de Deus.

Deus quer derramar sua graça sobre estas vidas, e nós podemos ser os agentes da mensagem que vai transformar suas histórias para sempre.

Creio que Barnabé ganhou primeiramente a amizade de Saulo pra si, e depois, o apresentou a Igreja.

Vamos aprender algo importante: Primeiro você ganha a amizade da pessoa para você, depois, a ganha para Jesus.

Imaginem que Barnabé ouviu o testemunho de Saulo, o levou para a igreja e o apresentou aos apóstolos.

Saulo, este aqui é Pedro, este é João, este é Mateus, André, etc.

Foi Barnabé quem apresentou o maior pregador de todos os tempos à Igreja de Jesus.

Talvez, você pode nem imaginar quem é a pessoa que está ao seu lado. Ela pode ser um instrumento nas mãos do Senhor, e Deus poderá usá-la grandemente.

Você precisa ser um Barnabé na vida de outras pessoas.

Quero te encorajar a evangelizar mais, se aproximar mais das pessoas que não conhecem a Cristo, ser mais amigos delas e a apresentar a elas o evangelho da graça salvadora de Cristo, integrando-as à Igreja.

Fonte: O Fator Barnabé – Pr. Abe Huber

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Sobre Comunidade Moriah

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