O RESGATE DE UM SOLDADO – Pr. Edgard Bacchini

Texto para Reflexão: Leia Atos 9: 26 – 31

Saulo era novo convertido, e por isso falava demais. Entrava em qualquer discussão. Foi assim na cidade de Damasco, por causa dos seus discursos inflamados, alguns líderes judeus decidiram matá-lo.

Agora ele está pregando em Jerusalém, falava e discutia com os religiosos judeus. E o que aconteceu? Novamente, procuravam matar Saulo.

Saulo era um homem corajoso e pregava corajosamente, mas creio que ele também era meio “bocudo”, então, ele acabava suscitando muitas controvérsias.

Muitas confusões pareciam acompanhar Paulo sempre. A Igreja, sabendo disto, o levou para Cesaréia e, depois, para sua cidade natal, Tarso. (30).

Parecia que Paulo havia se tornado um tanto quanto “inconveniente”, e, por isso, os irmãos precisavam escondê-lo.

Imaginem os comentários de alguns irmãos reunidos: Gente, esse Saulo está causando problema no nosso meio. Esse cara é problemático.

O que a gente pode fazer por ele? Ah, ele não é da cidade de Tarso? Já sei, vamos mandar ele de volta para lá.

Então os irmãos foram falar com Saulo: temos um presente para você. Fizemos uma “vaquinha” e compramos uma passagem para você ir passear na sua cidade natal. Só que a passagem é só de ida.

Então a igreja passou a viver um período de paz.

Enquanto a igreja em Jerusalém crescia, Saulo foi para uma cidade onde ainda nem havia igreja. Não havia companheiros antigos para compartilhar a Palavra, para a comunhão, para participar da ceia. Nem mesmo para comer uma pizza.

O que você imagina que se passava no coração de Saulo? Afastado, separado daqueles que o haviam levado a crer no Senhor Jesus Cristo.

Enquanto isso, a Igreja começou a crescer na cidade de Antioquia.

Em Atos 11.21-24, vemos algo interessante:

A igreja estava “bombando”, crescendo muito, então os apóstolos resolvem enviar Barnabé para lá.

Quando Barnabé chega, o Espírito Santo é derramado abundantemente naquela igreja. Ele começa, incansavelmente, a ensinar, exortar,  pregar, ministrar na vida das pessoas.

Porém, me parece que o Espírito Santo incomodou o coração de Barnabé, ou fazendo lembrar-se de seu velho amigo Saulo.

Vejam que coisa interessante, nos vers. 25 e 26: “Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia”.

Que atitude fantástica esta de Barnabé! Que coração tamanho tinha este homem de Deus!

Ele tinha um coração que o levava a buscar as pessoas, resgatar gente que ninguém dava valor,  que foram desassistidas, feridas, machucadas e magoadas com a Igreja.

Essa passagem me faz lembrar o  filme “O resgate do soldado Ryan”.

Creio que Barnabé nem sabia onde exatamente morava Saulo, percorreu toda a cidade de Tarso a procura de seu amigo.

Creio, também, que Barnabé não mediu esforços para resgatar o soldado de Cristo Saulo. Vejam: Antioquia não era nada próxima de Tarso. Ele teve que ir de navio, andar a pé e perguntar por toda a cidade onde morava o “fazedor de tendas” Saulo (era essa a profissão que Saulo exercia).

Fico imaginando Saulo em sua casa, orando a Deus, questionando onde ele havia errado, se perguntando onde estava a promessa do Senhor em usá-lo poderosamente em suas mãos.

Em seus momentos de solidão e tristeza, talvez, Saulo  dizia a si próprio: Senhor mostra-me uma saída. Não foi o Senhor quem me chamou? Dá-me uma direção… Fala comigo Senhor, não aguento mais ficar aqui nesta situação.

Então ele ouve algumas batidas na porta: toc, toc, toc. A voz lhe parece familiar e então lhe surge o amigo Barnabé, lhe dá um abraço aconchegante, enxuga as lágrimas de Saulo.

Em todo tempo, Barnabé foi o único que acreditou em Saulo.

A conversa dos dois: O que você tá fazendo aqui, tão longe? – Saulo pergunta.

Barnabé responde: “Vim te procurar. Vim buscar você. Vim porque o amo, e porque você é precioso demais para mim.

E eu acredito que Deus vai usá-lo grandemente em Sua obra.

Por isto, levante-se e vamos para a cidade onde Deus está nos mandando. Lá precisam de nossa ajuda”.

Assim, durante um ano inteiro, Barnabé e Saulo se reuniram com a Igreja, e ensinaram a muitos. (26).

Em nossas vidas, nós podemos crescer, nos desenvolver, em várias áreas. Mas jamais podemos abrir mão de alguém.

Temos que resgatar aqueles que ficaram pelo caminho, que desistiram que ficaram feridos, que se desviaram.

Não podemos perder a oportunidade de sermos um Barnabé na vida de alguém.

Decida em seu coração receber esta unção. Ser chamado de “filho do Espírito Santo”… “Encorajador”. “Filho da consolação”.

Quando Caim matou seu irmão Abel, o Senhor foi se encontrar com ele e perguntou: “Onde está o seu irmão?” e qual foi à resposta de Caim? “Não sei, por acaso sou o responsável pelo meu irmão?”.

Porém, Caim estava, definitivamente, errado: somos, sim, responsáveis por nossos irmãos em Cristo Jesus.

Que possamos agir imediatamente, ir atrás dos soldados de Cristo que ficaram no meio da caminhada cristã, resgatá-los, curá-los e renovar a sua fé!

Fonte: O Fator Barnabé – Pr. Abe Huber

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